Na parede do meu quarto: um painel de vagas a serem ocupadas por qualquer um - menos eu.
Recorro à grande muralha de impossibilidade, lamentando por minha insignificância ao sentir a impactante irrisória inadequação da imobilidade.
Inapto a empregos que não anseio, ilhado em oportunidades que não me são ofertadas, invalidado em escolhas estagnadas.
Recordo, por vezes, os grandes "X" vermelhos naquelas utópicas palavras meticulosamente contadas e impressas.
Rearranjo o jornal bagunçado - em lacunares cadernos desfalcados - digo a mim mesmo:
"Estou só dando uma olhadinha nos classificados."
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