quinta-feira, 26 de outubro de 2017

The cob behind my ears (22/40)

The Itching-bitsy spider
Climbed up the frontier wall
Down came the day
And downed the spider away
Out came the sun
And raised up all the corn
And the fucking-betsy spider
Climbed up the leaven sorn.

You ain't food. (20/40)

A hug is all I need to starve.
Sniffling a memory that brings my veins to swell.
The sensation of ceasing to fast, 
It punches me even after you've gone.
I'm tempted to ask "Could I grab some?"
Would you think, respond or only look deep in my hushed heartbeat, smile and leave?
Latter, would you say "Anytime", "Again?" or "Ain't happen anymore"?
Would I just feel satiated?
A hug is all I need
My memory brings every little taste back
But you sent me pics.
Then, why would I overlook an illustrated menu knowing that the meal would never come?
Hey, next time, could you take my order while hungering me?
May I have a say, please?
Must I beg?

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

dradinho apenas é (19/40)

O primeiro quadradinho é meu,
O segundo eu já não sei.
Ao lado um monte de gente,
Excluo e desvio, e ai, não mais que de repente...
Te vejo.
Mudo todo o esquema.
O primeiro quadradinho pode ser nosso nosso,
O segundo poderia também.
Ao lado bem menos gente,
Excluo e (te) subo, e ai, não mais que de repente...
Te vejo verde.
Mudo todo o esquema,
O primeiro quadradinho envergonhado é meu,
O segundo é minha vermelhidão,
Ao lado quase ninguém,
Te subo... excluo... e ai... vagarosamente...
Não te esqueço.
Te berro todo o esquema.
O primeiro quadradinho pode ser seu,
O segundo você guarda para mim,
Ao lado não há ninguém,
Te chamo e clamo, e aí, sem mais porquê...

O primeiro qua

Jogo de luz (18/40)

À minha frente agachado.
Você me parece na altura correta.
Á minha frente e aos meus pé.
Tendencio a calcular nossa distância.
A minha face iluminada.
Averiguo o sorriso.
À minha frente se levantando.
Busco o porquê do ato brusco.
À minha frente, e às suas costas, o carro passante.
Passo os olhos como quem procuro um bem-dizer.
A bem dizer você se aproxima.
Prendo o ar, pense, pense, pense não aja.
À minha frente: você.
E num jogo sombrio percebo o intervalo entre nós.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Desentranhamento (17/40)

Um pedaço mordido, água de ontem, poeira cobrindo a profundidade dos móveis, roupas espalhadas (usadas, mas não sujas).
Nada me apetece, o gosto que não mata sede, mudo os objetos desarrumados e falo com as marcas mais escuras na superfície, recolho aquelas que não são minhas.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Vapor (15/40)

Foi-se benzido, ungido, pesado, fardado em águas bentas.
De toda sua extensão, pautada e sentida: águas mareadas e salgadas.
Castigado, punido e sofrido em águas pingadas.
Ele foi impedido e pedido, confiado e confiante em águas de seu pai.
Transpirou suas incertezas e angustiou em águas fétidas.
Seco encontrou o sexo, o segundo sexo, e o certo.

Ele pecou, desejou, arrependeu-se em águas babadas.
Ele foi preso, amarrado, acorrentado em águas correntes.
Ele foi demarcado, identificado, prostrado em águas amarelas.
Seco se encontrou o canal. 
Seca ficou o plástico que dizia "1L de água mineral."

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Cheiro (14/40)

Raspo rápido
    O som crepida na faca como um roedor.
Chuviscam milhares de respingos
    Refresco rufado
Ralo raivoso
    Passo a mão levemente pelas raspas
O restante descendo pelo ralo.

Um redemuinho alaranjado.
Um corte rajado.